quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Antes de você me deixar


Deixa que eu enxugue com o lenço as suas e as minhas lágrimas.
Deixa que eu me lembre da emoção que senti quando nos conhecemos.
Deixa-me assim, do meu jeito, recordar o que passamos juntos.
Deixa que eu revele como ficarei se me deixar.
Deixa então, o tempo passar mais um pouco...
Quem sabe você até se esqueça de me deixar.

Deixa, sobretudo, meu coração falar por mim.

E se, depois de tudo, você ainda quiser me deixar, 
deixa então, fazer-lhe um último pedido:

- Me deixa ir junto?


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Que vença o Brasil


Há que se acatar com serenidade, discernimento e bom senso, entre vencidos e vencedores, o resultado das urnas eleitorais e o que a maioria da população revelou com o voto. Saber perder é tão necessário como saber vencer. 
Se a eleição presidencial sinalizou uma clara divisão em todo o país, passada agora as emoções, os conflitos e as divergências inerentes ao processo democrático, o momento é de reflexão para um novo projeto político que possa realmente unir a todos os cidadãos.
A eleição passou, mas ela deixou um legado a todos nós, agentes públicos, empresários, profissionais da imprensa, enfim, a cada trabalhador brasileiro. 
A eleição já faz parte do passado e se faz necessário pensar no futuro do país e o que sobrou de ensinamento nas eleições mais acirradas de nossa democracia. 
Talvez, o maior ensinamento seja o de que necessitamos continuar discutindo, participando, cobrando e exigindo da classe política que ela cumpra com seus compromissos como representantes de toda a população. 
E se avançamos na direção da nossa maioridade política, vamos torcer para que, além do voto, nossa voz continue sendo ouvida. 
Que os novos governadores, deputados, senadores e a própria presidência da república, governem com maior consciência;
Que possam combater a corrupção com a energia devida para que realmente seja extinta de nossas empresas públicas e privadas;
Que não estimulem a divisão de classes entre empresários e patrões, nordeste e sudeste, homos e heteros, elite e proletariado, pois os rótulos só promovem o desequilíbrio, a desconstrução, as desavenças e as perdas coletivas; 
Que façam as reformas que o Brasil necessita há tempos, como a reforma política, a previdenciária, a fiscal e a reforma tributária; 
Que combatam com todas as forças, ações e políticas públicas, um dos principais problemas nacionais que é o consumo de drogas, que tem como consequência imediata, a violência urbana; 
Que não enganem a boa fé dos brasileiros, ajam com clareza e transparência, veracidade e determinação e, principalmente, muito zelo com os recursos públicos;
Que invistam prioritariamente em saúde e educação, mas sem assistencialismos casuísticos que comprometem a dignidade humana e promovem a inércia;
Que as disputas partidárias tenham como foco o cidadão e não os privilégios para qualquer agremiação política;
Que o poder não inebrie, não encante, não envaideça e não se aproxime dos privilégios individuais em detrimento das causas coletivas; 
Enfim, passadas as eleições, torçamos para que a luta continue em prol de um novo projeto político para que o maior vencedor das urnas seja verdadeiramente o Brasil.


Mostra a tua cara, Brasil!


Ao longo dos últimos anos acompanhamos como todo cidadão brasileiro a infindável seqüência de corrupções, desmandos e descasos existentes nos pais, como células malignas em metástase se multiplicando pelo corpo de nossas instituições públicas.
Pensávamos: até quando iremos suportar? Até quando ficaremos apáticos e letárgicos?
Contudo, no ano passado, pudemos assistir incontáveis manifestações de pessoas que saíram às ruas para protestar, exigindo mudanças urgentes por um Brasil mais ético, mais íntegro, com maior dignidade para todos.
Pensávamos: a indiferença está se findando. A sociedade, finalmente, está reagindo.
No decorrer dos fatos fomos testemunhas de imagens das prisões de ocupantes de cargos de liderança no governo que traíram a confiança do povo brasileiro, aproveitando de suas funções para, verdadeiramente, saquear os cofres públicos em benefícios pessoais e partidários.
Pensávamos: estamos felizmente higienizando a nação e iniciando um novo ciclo.
Passa o tempo e chegamos hoje ao momento eleitoral para, enfim, validar as mudanças que tantos brasileiros clamaram.
No entanto, tudo o que acompanhamos nos últimos anos, o imperativo das mudanças, o combate à corrupção e aos desmandos, parecem ser coisas do passado. A onda de corrupção, que não parou com o recente caso da Petrobrás, sinaliza não causar mais tanta indignação.
As mudanças urgentes solicitadas por tantos brasileiros parecem dissolvidas no ar com o discurso do social, com slogans de campanhas, com a construção de imagens no marketing de um Brasil maravilhoso e na desconstrução orquestrada da imagem de quem se propõe a apresentar outra forma de governar.
Para milhões de pessoas, até onde se consegue perceber, estamos no caminho certo, validando suas intenções de voto pela que denominam de “inclusão social” e pela existência de uma elite que precisa ser combatida em benefício, dizem eles, dos mais carentes e na luta de classe que fazem o cidadão acreditar  na “queda de braço”, na divisão entre trabalhadores e patrões, burguesia e proletariado, ricos e pobres, heteros e homos, brancos e negros, nordeste e sudeste.  Os “ismos” já esquecidos (capitalismo, socialismo, comunismo, neoliberalismo etc) voltam a integrar a agenda das discussões dos militantes partidários.
Perguntam: Será que vocês não percebem?  Nos últimos anos, o Brasil mudou para melhor e ficará melhor ainda com a continuidade.
Para outros milhões de pessoas, o momento é de incredulidade como se algo de insano estivesse ocorrendo, como se milhões de brasileiros estivessem anestesiados e inebriados pelo intangível, pelo imaterial, pelo subjetivo. Estes, então, tentam alertar, sem sucesso, a existência de “cartões de créditos” que se fascinam hoje pelo acesso aos bens materiais, no futuro, apresentará uma alta fatura a ser paga com juros exorbitantes e causar a falência de milhões de empresas públicas e privadas atingindo diretamente a classe trabalhadora. 
Perguntam: será que não estão vendo que o Brasil caminha para um abismo, para um fosso social ainda maior?
Assim, entre estes e aqueles, entre beltranos e sicranos, no exercício da pluralidade e do saudável conflito de opiniões, cabe compreender que realmente talvez não se faça “omelete sem quebrar os ovos” e a isto se denomina democracia, onde apenas um voto poderá definir o futuro do país.
Sobretudo, cabe a todos os cidadãos torcer para que o Brasil de norte a sul, de leste a oeste, mostre a sua cara nas urnas, mesmo que ela não seja tão bonita quanto diz o atual governo e seus militantes partidários e nem tão feia quanto imaginavam aqueles que exigiam e exigem mudanças urgentes no país.
A hora é agora.
Mostre-nos, verdadeiramente, sem maquiagem, qual é a tua cara, Brasil!


domingo, 21 de setembro de 2014

Se vira nos 15


Como conquistar o voto do cidadão em uma única mensagem veiculada pela televisão e pelo rádio em apenas 15 segundos? Como dizer algo que possa seduzir, encantar, convencer, persuadir o eleitor em tão pouco tempo?
Esta é a tarefa hercúlea, custosa, danosa, laboriosa, de milhares de candidatos a deputados estaduais e federais em todo o Brasil que, verdadeiramente, necessitam se virar nesta missão impossível.
A maioria segue o formato padrão falando genericamente sobre mudanças, contra a corrupção, a favor de reformas e por melhorias na saúde, na educação, na previdência além de “religiosos” que usam (indevidamente) o nome de Deus, buscando o auxílio da providência divina.
O próprio nome vira estratégia e assim “Ronaldinho Cover”, “Aécio Ribeirão das Neves”, “Lula Defensor”, “Escarlet Orrana” e “Mister M”  se misturam a tantos outros por todo o país.
Muitos tentam se diferenciar pela criatividade (discutível) utilizando frases de efeito, slogans, rimas e jingles.
 O humor é uma das armas e tem em Tiririca, “o abestado”, candidato novamente a deputado federal por São Paulo, um modelo que parece dar certo (está em primeiro lugar nas pesquisas de voto) embora este goze (realmente) de um tempo maior para dizer “tá com saco cheio da política, vote no Tiririca”, parodiando ainda uma das mais clássicas cenas do cinema em que Luke Skywalker retira a máscara de Darth Vader em “Stars Wars”.  Pegando carona no Tiririca, o candidato por Minas Gerais a deputado federal, Edson Moreira, afirma, enfaticamente, em sua mensagem: “Vote com segurança, se não, você vai morrer”.
Já o humorista Geraldo Magela, o Ceguinho, candidato pela primeira vez a deputado federal por Minas Gerais, brinca com sua deficiência visual dizendo: “Se o amor é cego, a Justiça é cega, e tivemos até presidente cego, por que não um deputado cego?”.
Em Pernambuco, seguindo a linha da graça (ou desgraça), o candidato “Dengue” aparece matando um mosquito com as mãos; “Jesus” (33333) de cabelos longos, coroa de “espinhos” e túnica branca pede o voto e paz para o Estado. Já o candidato Josafá Ribeiro com a mão no coração pede o voto para o eleitor, fechando, emocionado, a sua mensagem, dizendo: “Eu te amo”.
O jingle é outro instrumento utilizado e no Paraná, o candidato a deputado estadual Chik Jeitoso parodiou o hit “Tic Tic Nervoso” da banda Magazine, buscando seduzir o eleitor a votar no “Chik, chik, jeitoso”.
Os exemplos são inúmeros: um fala “passa a régua e ó, zap, neles”; outro diz que vai “estourar a boca do balão” e um boneco estoura um balão e “João Rasgado” usa a roupa rasgada no horário eleitoral.
Em meio a este palanque eleitoral midiático, percebe-se um eleitor confuso e indeciso  que, em poucos minutos, na urna eletrônica,  terá que escolher o presidente, o governador, o senador, o deputado federal e estadual de sua preferência.

Para os quase 143 milhões de eleitores brasileiros, apenas um conselho, em 2 segundos: Se vira!

sábado, 13 de setembro de 2014

O medo de ser infeliz

Anos atrás, mais precisamente em 1989, o Partido dos Trabalhadores na candidatura do ex-presidente Lula lançava o bordão que se espalhou pelo país, cantado em jingles, proclamado em comícios, inscrito em faixas. “Sem medo de ser feliz” era o lema que buscava convencer o povo a votar em Lula como aquele que poderia fazer feliz, os medrosos cidadãos brasileiros. Contudo, não seria ainda naquela eleição e somente em janeiro de 2003 que o bordão “a esperança venceu o medo” se faria valer no início do primeiro mandato do candidato do PT.
Chegamos em 2014 e o medo volta a ser inserido na campanha do Partido, porém, a conotação agora é bem diferente. O medo hoje brilha é na estrela, que teme perder o poder, largar o osso, deixar as benesses governamentais nas mãos de outra pessoa, seja ela, Marina Silva, Aécio Neves ou qualquer outro adversário.
Para enfrentar o medo de ser infeliz em uma provável derrota, vale espalhar o temor de que se o povo não votar na candidata do Partido, perderá as bolsas, as carteiras, o crédito, o pré-sal, o petróleo, o Fies, o emprego, a aposentadoria, a moradia. Maquiavelicamente e ”maquiavelmente” a esperança do partido agora, é que o medo vença o desejo de mudança.
Contudo, mesmo não sendo simpatizante do Partido, é triste constatar, mais uma vez, que o poder realmente corrompe ideais, seqüestra valores, macula ideologias, mata a esperança. Ao Partido dos Trabalhadores legou-se uma página importante de nossa vida social e política representada pela mudança, não somente de novos caminhos estruturais para o país, mas, principalmente de conceitos que a política brasileira havia esquecido, como a honestidade e o combate à corrupção.
É triste ver o mesmo do mesmo e assistir a mais uma página que fere ainda mais a nossa dor civil. É triste perceber que uma sigla partidária que teve a oportunidade de confirmar o que apregoava em sua bonita trajetória, deixe de lado a sua história, que a tantos brasileiros encantou, para se utilizar de instrumentos já, infelizmente, tão conhecidos e praticados por aqueles a quem a mesma sigla partidária combatia.
E vale lembrar um pouco desta história citando um pequeno trecho do discurso de posse do ex-presidente Lula em janeiro de 2003. “A reforma da Previdência, a reforma tributária, a reforma política, a reforma da legislação trabalhista, além da própria reforma agrária, esse conjunto de reformas vai impulsionar um novo ciclo do desenvolvimento nacional. / O combate a corrupção e a defesa da ética no trato da coisa pública serão objetivos centrais e permanentes de meu governo. É preciso enfrentar com determinação e derrotar a verdadeira cultura da impunidade que prevalece em certos setores da vida brasileira”.

É triste perceber que palavras de tamanha grandiosidade se deixaram morrer no cemitério do poder e que o medo seja agora mais uma página de desalento em nossa já tão desgastada esperança. 

domingo, 31 de agosto de 2014

Caixa-preta


Um avião cai e muda a rota das eleições presidenciais no país. Como entender fato tão imprevisível? Como ler o que não está escrito? Como decodificar o acidente que interrompeu a carreira de uma das mais jovens e promissoras lideranças políticas da atualidade? O que estará escrito na “caixa preta” deste acontecimento?
Os mais religiosos ou espiritualistas olham para o céu e buscam respostas. A vida é simbólica, paranóica e parabólica.  Parece possível crer na existência de um controlador de voo que, em frente a um radar, redundantemente, controla o destino das pessoas e das nações. Há milênios isto acontece: quando nos falta a compreensão na Terra, buscamos nos deuses, a matemática da vida. Haveria algo nos céus, além dos aviões de carreira?
Um avião cai e impulsiona a decolagem da candidatura de Marina Silva, o que antes do acidente, figurava, por assim dizer, como co-pilota de Eduardo Campos. Haveria alguma mensagem nisto?  Se muitos fazem suas elucubrações visionárias, porque não nos aventurarmos também em ler o indizível?  Assuma seu assento e viaje comigo.
Repare no nome Eduardo Campos. Existe o Ar no meio da palavra e o Campos no sobrenome, o que favorece a pensarmos em meio ambiente. Perceba que o avião de Campos caiu em Santos, o que favorece a pensar em um centro portuário, ou seja, naquilo que se denomina de (tchan, tchan,tchan)... marina. Agora repare no nome Marina. Perceba que estão o Mar e o ar juntos. Em tempos, onde a falta de água se faz presente, seria isto um sinal celeste?
Chame isto de insanidade ou fantasia, elucubrações de quem não tem nada para fazer no domingo e que isto é pior que o Fantástico. Mister M está de volta. Sou obrigado a concordar. Viajei na maionese. Pirei na batatinha. Estou ficando TAM, TAM. Mas, vou continuar, avisando aos desavisados que não é uma defesa de candidatura. Até porque é muito cedo prever quem pousará na cadeira presidencial em Brasília. Por falar nisto, a capital federal, tem como um das suas características, o Plano Piloto, arquitetado por Lúcio Costa, que divide a capital federal, em Asas Sul e Norte. Não parece muita coincidência, o avião ser um elemento simbólico de um país que foi berço do seu inventor, Santos Dumont? E que o avião caiu em Santos, Dumont?
Ok, vou parando por aqui, antes que pensem que cheirei cola de sapateiro e eleição é coisa séria. Afinal, vamos decidir quem irá pilotar os destinos deste país. Cabe então, torcer para que o próximo piloto conduza esta nação para um melhor destino, quiçá, um céu de brigadeiro.  Estamos cansados de viver nas turbulências da corrupção, sempre a apertar os cintos, na impressão permanente de que o piloto, verdadeiramente, sumiu. 

domingo, 24 de agosto de 2014

Disque-reclamação


Saímos às ruas e encontramos muita gente no corre-corre do dia a dia. Em tempos atuais, em conversas nas esquinas ou nos cafés, ficamos com a sensação de que o mundo virou um balcão de reclamações.
Reclama-se do síndico e da reunião, do marido ou da esposa, do patrão e do empregado, da fila do banco e do ordenado. Reclama-se da professora e do aluno, da falta de educação, do rumo sem nau e da nau sem rumo. Do governo e da falta dele. Do frio e do calor, do lençol e do cobertor. Reclama-se de Deus e dos homens, da vida e da morte, do excesso de azar e da falta de sorte.
Não tem o que dizer para puxar uma conversa? Não tem problema.  Saque do bolso a sua listinha de reclamações e tão logo você der uma brechinha, o seu interlocutor fará o mesmo e daí o previsível acontecerá. Você não resolverá a sua reclamação, mas irá desabafar e fazer o seu comercial. Sairá daquele bate-papo (e o negócio é bater mesmo) empapuçado com sua reclamação e a do outro.
Tudo bem, dirão muitos, sem reclamação não há solução. Estão aí o Procon e os Serviços de Atendimento ao Cliente (SAC), estes últimos, sujeitos a muitas reclamações.
Aliás, se é verdade, diz o marketing, que enquanto uns morrem, outros vendem lenços, pensamos em implantar um Disque-reclamação, onde centenas ou milhares de atendentes estariam atendendo milhões de reclamantes. Talvez, não seja lá uma boa ideia, já que muitos, com certeza, irão reclamar do serviço.  Aliás, só de falar em telefonia no Brasil dá vontade de reclamar (com justificativas) das operadoras.
Contudo, muitas vezes reclamamos com a tendência em acreditar que a culpa é sempre do outro, seja ele quem for. É como aquele marido que diz passar boa parte do tempo resolvendo problemas no relacionamento com a esposa, que ele não teria se não tivesse casado.
De verdade, nas relações humanas, seja do patrão com o empregado, do aluno com a professora, da esposa com o marido, do síndico com os condôminos e até da relação nossa com a natureza, haverá sempre o conflito e este, na maioria das vezes, não é nosso inimigo. É a febre que registra a existência da infecção.
A natureza ensina que só existe luz, no conflito entre o pólo positivo e o negativo. Os orientais orientam os desorientados que crise, ou conflito, é a grande oportunidade de melhoria que a vida oferece. Assim, de nada adianta colocar um conflito debaixo do tapete como se ele não existisse, ou como se a solução dependesse do outro. A conversa frente a frente, sem medos, sem censura, assertiva, pode ser o início de um novo começo e claro, na mesma ordem, o início do fim. Um conflito não resolvido, diz o filósofo, é um disco arranhado a nos impedir que passemos para a próxima música.

Por tudo, talvez este texto não altere muito o panorama, isto porque até o redator deste texto, veja só, reclama aqui do excesso de reclamação. E vale lembrar, se não gostou deste texto, ou se ele lhe provocou algum conflito, infelizmente, não estamos aceitando reclamações, nem devoluções. Diriam os mais antigos: Vá reclamar com o bispo!