sábado, 16 de março de 2019

Receitinhas de vida saudável – Capítulo 1:



Deixe seu cachorro levar você para passear

Começo hoje uma séria série que denominei: “Receitinhas de vida saudável”. Primeiro: ela não tem pretensão de ensinar nada. Segundo: como uma “receita”, pode não dar certo pra todo mundo. Terceiro: cada um tempera a seu gosto. Sem ordem de importância, escolhida aleatoriamente, a primeira “receita” é: 

Deixe seu cachorro levar você pra passear. 

Caminhar com um cachorro (respeitando seu porte, sua idade, sua raça etc) é um prazer que nem todo mundo conhece, mas que lhe oferece vários benefícios. Você exercita os músculos da perna e, para muitos, do braço. Você conhece outros cachorros e por consequência, outras pessoas. Você percebe que irracionais são os humanos. Você conhece com mais detalhes o quarteirão onde você mora e o principal deles: você esquece que a vida é um “osso duro de roer”. Ah, não se esqueça de levar um saquinho para o cocô do cachorro, afinal a via é pública. Não é privada. Boa “cãominhada”!

Próxima receita: Poesia é pra todo dia!

segunda-feira, 11 de março de 2019

Estamos morrendo depressa


Dias atrás ao entrar em um banco escutei uma frase comumente dita e ouvida no cotidiano. “Olha, não vai dar pra gente conversar. Estou morrendo de pressa”.
É isto. Literalmente, nos dias atuais, estamos morrendo de pressa... e depressa demais.
Relacionamentos nascem tão rapidamente quanto se deletam. Empresas abrem em um dia, fecham no outro. O hoje já é ontem e o amanhã já passou. Não temos tempo a perder e a vida é que se perde em nosso falta de tempo. Queremos pular degraus e saber rapidamente do final do filme, da novela e do livro. Para receber “curtidas”, textos e vídeos necessitam serem curtos.
Crianças se tornam adolescentes que se transformam em adultos e de repente... envelhecem.
A pressa, antes inimiga da perfeição, se aperfeiçoou e se afeiçoou dos seres vivos.
Queremos colher, sem plantar. Praticar, sem estudar. Vencer, sem lutar.
Não queremos as curvas, preferimos as retas. Não nos tragam prolegômenos, mas, definitivamente, a conclusão.
Por falar nisto...não vai dar pra finalizar este texto.
Estou morrendo de pressa.

sexta-feira, 8 de março de 2019

O Dia da Lua



 Hoje é o dia da Lua. A grande inspiradora dos poetas, a companheira dos namorados. Sem ela, não haveria vida, pois é a Lua que segura o eixo da Terra e faz com que a velocidade da rotação do planeta diminua lentamente.  É ela a grande responsável pela evolução do homem. A lua, este satélite natural da Terra, a força do feminino.

Mas existe outra verdade astronômica: sem o sol também não haveria vida na Terra. É o astro rei que nos proporciona a energia, a luz, a fotossíntese, que faz crescer as plantas que nos oferecem o oxigênio e a vitamina D que nos fortalece os ossos. O sol, esta estrela a brilhar no céu, a força do masculino.  

A natureza ensina. Sem o homem, não haveria força e energia na Terra. Sem a mulher, não haveria controle e organização, lembrando da existência de um pouco de homem na mulher e de um pouco de mulher em um homem, assim como há energia na Lua e organização no Sol.  

No Dia da Mulher, que cada uma delas se lembre da imensa responsabilidade de ser Lua, o eixo da Terra, e que em comunhão com a luz do Sol, a energia do homem, possam juntos melhorar essa nossa imensa galáxia chamada Vida.

(wiliam de oliveira)

quinta-feira, 7 de março de 2019

Despedida


        

E você me deixou hoje...como tantos nos últimos anos.

Um relacionamento de tanto tempo, se vai assim, de repente,  escoe pelo ralo...

É triste, mas é assim. Tenho que me conformar.

Vamos ficando mais velhos e aqueles que a gente um dia acreditou que não iriam

sair da nossa vida, da nossa cabeça, nos deixam.

Mas tenho a consciência de que fiz tudo para tentar te segurar,

tentei de todas as formas,  Infelizmente, não deu...

Coincidência ou não, neste carnaval até me lembrei de você, naquela marchinha

“é dos carecas que elas gostam mais...”

Agora, em seu lugar irá ficar um vazio.

Você se foi para sempre...

Adeus, fio de cabelo.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Tempos Modernos


Vejo um casal de idosos na rua. 

Mãos dadas, passos lentos.

Fico pensando em tudo o que já passaram: momentos alegres, desafios, vitórias, angustias, incertezas.

 Na curiosidade em descobrir as razões para um relacionamento durar tanto tempo, resolvo perguntar:

- Quantos anos vocês têm de casados? 

- Sessenta e oito anos (responde o senhorzinho) 

- Que maravilha! E como vocês fizeram para chegar juntos até aqui? 

- Viemos de Uber (responde a senhorinha)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Coletivamente egoístas

Vejo o declínio de tudo o que é coletivo no país. Associações, clubes de serviços, academias de letras, até o transporte dito coletivo.Existem, claro, muitas razões para isto.
O “eu” foi sendo cada vez mais valorizado em detrimento do “nós” e uma das grandes doenças, consequência e causa de nosso egoísmo, é a corrupção que invadiu a maioria de nossas instituições públicas e privadas.
Distribuímos moedas nos faróis e nas ruas, culpamos os governos de todas as nossas mazelas, mas, verdadeiramente, estamos pouco dispostos a abrir mão de nossos “direitos individuais”.
Nos afogamos nos conceitos necessários de amor próprio (ninguém dá o que não possui) e olvidamos de que amar também é se lembrar do outro.
Estamos sem bússola, perdidos na luta pela sobrevivência individual que nos retira o senso do coletivo.
O barulho ensurdecedor dos escapamentos das motos, o volume cada vez mais alto dos sons dos carros, o lixo jogado nas ruas, sinalizam a falência do que antes era chamado de comunidade.
Sim, existem exceções. Muitos ainda doam sangue, colaboram com entidades assistenciais, emprestam um pouco do seu tempo ao outro, na consciência inequívoca de que auxiliam a si mesmos. Mas, até estes, infelizmente, se encontram cansados pela burocracia das leis, pela inércia de muitos e pela apatia dos que já se declararam derrotados.
O Sistema é bruto. Ao mesmo tempo em que alimenta as nossas necessidades, nos retira o emprego e a energia, e nos obriga a lutar pelo pão meu de cada dia, já que o "nosso" se tornou plural majestático.
Até a lama que recentemente encobriu pela segunda vez, o Estado de Minas Gerais, tem na sua fonte o egoísmo e a ganância, e na sua foz, a morte de centenas de pessoas e o comprometimento vital da flora e da fauna.
A barragem dos valores que sustentava o coletivo foi por água abaixo. Estamos coletivamente solitários, coletivamente egoístas e individualmente infelizes.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Gentileza não gera gentileza




Não, a frase não está errada e espelha apenas uma reflexão que faço quando realizo curso ou palestra de relacionamento interpessoal. Usualmente escutamos que "gentileza gera gentileza" e, no sentido universal, a frase tem sua veracidade. Contudo, nem sempre recebemos o que oferecemos e daí a importância da nossa atitude. Assim como o ódio não gera ódio, porque cabe a cada um a responsabilidade de "cortar a corrente negativa". Temos que nos conscientizar sempre de quem somos e o que desejamos. Onde não houver amor, leve.