Existem problemas estruturais no Brasil que a gente convive há tanto tempo que até já fazem parte do nosso cotidiano. Infelizmente, nem nos indignamos mais ao ver tanto desmando, tanto descaso, falta de vontade para resolver ou minimizar os graves problemas nacionais. E como um problema gera outro, este circulo vicioso e maléfico acaba por afetar todas as instituições públicas.
Por não priorizarmos o setor da educação, por exemplo, acabamos por gerar graves problemas na saúde. O excessivo número de pessoas doentes resulta em uma demanda acima do suportável ao Sistema Único de Saúde e também ao sistema previdenciário. Mais pessoas doentes, menor número de pessoas nas escolas, no comércio e nas fábricas. Resultados? Menor produtividade, menor capacitação, desemprego e prejuízos na qualidade de vida da sociedade.
Quer outro exemplo? Uma justiça ineficaz com um sistema judiciário sem estrutura que acaba por afetar a credibilidade das leis e favorecer a corrupção e a impunidade. Geramos com isto mais violência e maior numero de criminosos a serem capturados e acolhidos pelo sistema penal. O resultado? Celas superlotadas favorecendo a “escola do crime”, sem a menor capacidade de recuperação e de retorno do indivíduo ao convívio social.
Um sistema político retrógrado e obscuro acaba por resultar em partidos políticos de ideologias inconsistentes, gerando governantes ineficientes sugados pela areia movediça do poder e dos interesses escusos. O resultado? Corrupção, ausência de planejamento e de prioridades, insensibilidade social e o pior deles: o desinteresse e a apatia dos cidadãos com a política, retroalimentando o sistema.
Vamos, ao longo do tempo, convivendo com as conseqüências, e jogando a sujeira para debaixo do tapete. Combatemos a metástese, mas, não eliminamos as causas das nossas doenças sociais.
No país do faz de conta, estamos mal na tabela dos campeonatos da educação, da saúde e da infraestrutura.
Mas, tudo bem, vem aí o Campeonato Mundial de Futebol.
domingo, 14 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
Carta ao meu pai
Pai,
Esta carta poderia (deveria) ter sido escrita há vários anos.
Nem eu, nem você, pensamos nisto. Ou, quando pensamos, a vida nos interrompeu e ficaram palavras sem dizer, muitos abraços sem se trocar, desculpas sem pedir, perdão sem se dar.
Mais que isto, pai, não escrevemos quase nada juntos. Eu gosto muito de música e o senhor tinha a música como profissão e paixão, mas, nem uma nota entoamos. O senhor sempre foi muito espirituoso, porém, nem uma piada contamos juntos.
Eu queria tantas vezes lhe relatar meus sonhos, mas o senhor estava longe, pensando nos seus que foram desfeitos. O senhor querendo contar suas apreensões, suas angústias. Querendo contar o seu passado e os seus motivos, e eu querendo falar do meu presente, do meu futuro, dos meus medos e inseguranças.
O senhor vivia me olhando como se perguntasse: “O que este meu filho pensa de mim”. E eu lhe olhando e questionando o que “meu pai quer de mim?”
Pai, eu vi seu corpo definhando aos poucos e tentava de alguma maneira testar o “seu computador”, que o senhor dizia que nunca falhava. ”Qual o número da senha do banco?” “Qual o número do meu telefone” “Qual o dia do nascimento de tal filho”?
O senhor estava muito próximo, mas, nossas vidas moravam muito distantes uma da outra.
Por vezes, sentia que o senhor iria me contar algo muito importante,pai. Alguma coisa que definisse ou que unisse nossas vidas tão dispersas.
Mas, o dia-a-dia interrompia as nossas verdades e o que sobrava eram apenas frases de um cotidiano meu e seu. “O que o senhor comeu hoje?” “Amanhã eu vou trazer minha mãe aqui”. E nas despedidas: “Deus lhe abençoe meu filho e lhe abra os caminhos”
Escrever esta carta está sendo muito difícil, pai. Para onde vou remetê-la?
Pai, saiba que eu sempre senti no fundo do meu coração que o senhor me fazia muita falta. Quantas vezes chegava da rua querendo contar algo que tinha acontecido comigo. Mas, minha mãe dormindo, os meus irmãos já com as suas vidas e eu apenas com o travesseiro como confidente. O que fazer? Para onde ir? Como resolver tal problema? Será que ela gosta de mim? Devo ou não tomar tal decisão?
Pai, sei que sabe que contei muito com a minha mãe, que sempre foi o que o senhor não pode ter sido. Mas, o senhor também sabe que não é a mesma coisa. Voz de mãe soa diferente, assim como uma pequena onda que chega cansada ou descansada à praia. E, quantas vezes, precisamos daquela onda forte que se arrebenta nas pedras. Voz de mãe lembra canção de ninar, mas quantas vezes precisamos é de um toque de alvorada a nos acordar para a vida, a nos preparar para a batalha.
Os nossos abraços lembra pai? Sempre foram muito rápidos e tímidos. Na verdade era como se tivessem que ser interrompidos para não permanecerem indefinidamente.
Minha mãe sempre nos olhando, nos observando e eu, em meio a ambos, correndo de ambos, querendo deixá-los a sós, porque, vocês também ficaram muito tempo sem dizer nada um para o outro. E como nos faz falta dizer, como faz falta um gesto, como faz falta... a falta sua, pai.
Hoje tento me agarrar ao que vivo. Dia após dia, pai, sigo o meu caminho. Mas, quase sempre sinto a vontade de perguntar: aonde essa estrada vai me levar?
Pai, aqui embaixo, a minha luta continua.
A banda e o coreto que o senhor tantas vezes tocou também continuam.
E as suas lembranças e sua falta também permanecem em mim.
Fique em paz, pai.
Seu filho!
Esta carta poderia (deveria) ter sido escrita há vários anos.
Nem eu, nem você, pensamos nisto. Ou, quando pensamos, a vida nos interrompeu e ficaram palavras sem dizer, muitos abraços sem se trocar, desculpas sem pedir, perdão sem se dar.
Mais que isto, pai, não escrevemos quase nada juntos. Eu gosto muito de música e o senhor tinha a música como profissão e paixão, mas, nem uma nota entoamos. O senhor sempre foi muito espirituoso, porém, nem uma piada contamos juntos.
Eu queria tantas vezes lhe relatar meus sonhos, mas o senhor estava longe, pensando nos seus que foram desfeitos. O senhor querendo contar suas apreensões, suas angústias. Querendo contar o seu passado e os seus motivos, e eu querendo falar do meu presente, do meu futuro, dos meus medos e inseguranças.
O senhor vivia me olhando como se perguntasse: “O que este meu filho pensa de mim”. E eu lhe olhando e questionando o que “meu pai quer de mim?”
Pai, eu vi seu corpo definhando aos poucos e tentava de alguma maneira testar o “seu computador”, que o senhor dizia que nunca falhava. ”Qual o número da senha do banco?” “Qual o número do meu telefone” “Qual o dia do nascimento de tal filho”?
O senhor estava muito próximo, mas, nossas vidas moravam muito distantes uma da outra.
Por vezes, sentia que o senhor iria me contar algo muito importante,pai. Alguma coisa que definisse ou que unisse nossas vidas tão dispersas.
Mas, o dia-a-dia interrompia as nossas verdades e o que sobrava eram apenas frases de um cotidiano meu e seu. “O que o senhor comeu hoje?” “Amanhã eu vou trazer minha mãe aqui”. E nas despedidas: “Deus lhe abençoe meu filho e lhe abra os caminhos”
Escrever esta carta está sendo muito difícil, pai. Para onde vou remetê-la?
Pai, saiba que eu sempre senti no fundo do meu coração que o senhor me fazia muita falta. Quantas vezes chegava da rua querendo contar algo que tinha acontecido comigo. Mas, minha mãe dormindo, os meus irmãos já com as suas vidas e eu apenas com o travesseiro como confidente. O que fazer? Para onde ir? Como resolver tal problema? Será que ela gosta de mim? Devo ou não tomar tal decisão?
Pai, sei que sabe que contei muito com a minha mãe, que sempre foi o que o senhor não pode ter sido. Mas, o senhor também sabe que não é a mesma coisa. Voz de mãe soa diferente, assim como uma pequena onda que chega cansada ou descansada à praia. E, quantas vezes, precisamos daquela onda forte que se arrebenta nas pedras. Voz de mãe lembra canção de ninar, mas quantas vezes precisamos é de um toque de alvorada a nos acordar para a vida, a nos preparar para a batalha.
Os nossos abraços lembra pai? Sempre foram muito rápidos e tímidos. Na verdade era como se tivessem que ser interrompidos para não permanecerem indefinidamente.
Minha mãe sempre nos olhando, nos observando e eu, em meio a ambos, correndo de ambos, querendo deixá-los a sós, porque, vocês também ficaram muito tempo sem dizer nada um para o outro. E como nos faz falta dizer, como faz falta um gesto, como faz falta... a falta sua, pai.
Hoje tento me agarrar ao que vivo. Dia após dia, pai, sigo o meu caminho. Mas, quase sempre sinto a vontade de perguntar: aonde essa estrada vai me levar?
Pai, aqui embaixo, a minha luta continua.
A banda e o coreto que o senhor tantas vezes tocou também continuam.
E as suas lembranças e sua falta também permanecem em mim.
Fique em paz, pai.
Seu filho!
domingo, 7 de agosto de 2011
Doze é a dose?
Está em discussão em Poços de Caldas, bem como em municípios do país, o número de vereadores que devem compor a Câmara Municipal. Audiência pública realizada recentemente em Poços manteve a polêmica: mantém-se 12 vereadores, ou amplia-se este número para 15, 17 ou o máximo de 19, conforme delimita a legislação federal?
Se a questão é numérica e representativa, vamos refletir. A maior cidade do país, São Paulo, tem 11.244.369 habitantes, com 55 vereadores, o que resulta em cerca de 0,244 habitante por vereador. Poços de Caldas tem 152.435 habitantes e 12 vereadores, o que resulta em aproximadamente 12.702 habitantes por vereador. Então, São Paulo tem uma Câmara bem menos representativa que Poços de Caldas?
Continuando com os números comparativos entre as mesmas cidades. O salário bruto (sem as verbas adicionais de gabinete) de um vereador em São Paulo é de R$ 9.288,00. Em Poços de Caldas, um vereador tem um salário de R$ 8.109,87, ou seja, R$ 1.178,13 a menos. Então, o vereador em São Paulo ganha mais que o de Poços de Caldas?
Agora, continuando com os números, vamos comparar as remunerações dos vereadores com o atual o salário mínimo (R$ 545,00) e com as sessões que os vereadores têm durante o mês em relação aos dias trabalhados por um comerciário.
- Espera aí – dirão muitos- estamos comparando “alhos com bugalhos”. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
É verdade. Números absolutos são apenas referências e devem ser enxergados em um contexto muito mais amplo. Quantidade realmente não quer dizer qualidade e nem representatividade. O argumento de que o aumento no número de vereadores implica em maior representatividade é analisar apenas o concreto e não avaliar o subjetivo. Um vereador pode representar, em seu trabalho, apenas os interesses de um segmento, contrariando, por vezes, os de uma comunidade inteira. E daí, ele estará sendo representativo ou não?
Em meio a esta discussão, o que pensaria o cidadão comum, aquele que tem no vereador, um legitimo representante das suas necessidades e reivindicações?
Não temos procuração para responder pelos munícipes, porém, nos parece que a maioria não deseja o aumento no número de vagas na Câmara. Qualquer atitude que implique no crescimento dos gastos públicos é naturalmente refutada, alicerçada na consciência comum de que tal ampliação na quantidade não implica necessariamente na melhoria da produtividade legislativa. Nunca é demais lembrar que o investimento a ser feito, não pertence à Câmara e sim, a população. Esta deve ser ouvida, antes de qualquer decisão. Daí, até a audiência pública, louvável em sua realização, não tem a representatividade necessária pelo número de cadeiras existentes no plenário atual e o número de habitantes do município. Mais uma vez: números são indicadores, mas, necessitam de uma leitura muito mais ampla.
Finalizando, se o vereador realmente representa os anseios da população e para isto foi eleito, a melhor justificativa para a manutenção dos atuais 12 vereadores, seria acatar a vontade popular.
Além disso, são apenas discussões políticas e partidárias, nada mais.
Se a questão é numérica e representativa, vamos refletir. A maior cidade do país, São Paulo, tem 11.244.369 habitantes, com 55 vereadores, o que resulta em cerca de 0,244 habitante por vereador. Poços de Caldas tem 152.435 habitantes e 12 vereadores, o que resulta em aproximadamente 12.702 habitantes por vereador. Então, São Paulo tem uma Câmara bem menos representativa que Poços de Caldas?
Continuando com os números comparativos entre as mesmas cidades. O salário bruto (sem as verbas adicionais de gabinete) de um vereador em São Paulo é de R$ 9.288,00. Em Poços de Caldas, um vereador tem um salário de R$ 8.109,87, ou seja, R$ 1.178,13 a menos. Então, o vereador em São Paulo ganha mais que o de Poços de Caldas?
Agora, continuando com os números, vamos comparar as remunerações dos vereadores com o atual o salário mínimo (R$ 545,00) e com as sessões que os vereadores têm durante o mês em relação aos dias trabalhados por um comerciário.
- Espera aí – dirão muitos- estamos comparando “alhos com bugalhos”. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
É verdade. Números absolutos são apenas referências e devem ser enxergados em um contexto muito mais amplo. Quantidade realmente não quer dizer qualidade e nem representatividade. O argumento de que o aumento no número de vereadores implica em maior representatividade é analisar apenas o concreto e não avaliar o subjetivo. Um vereador pode representar, em seu trabalho, apenas os interesses de um segmento, contrariando, por vezes, os de uma comunidade inteira. E daí, ele estará sendo representativo ou não?
Em meio a esta discussão, o que pensaria o cidadão comum, aquele que tem no vereador, um legitimo representante das suas necessidades e reivindicações?
Não temos procuração para responder pelos munícipes, porém, nos parece que a maioria não deseja o aumento no número de vagas na Câmara. Qualquer atitude que implique no crescimento dos gastos públicos é naturalmente refutada, alicerçada na consciência comum de que tal ampliação na quantidade não implica necessariamente na melhoria da produtividade legislativa. Nunca é demais lembrar que o investimento a ser feito, não pertence à Câmara e sim, a população. Esta deve ser ouvida, antes de qualquer decisão. Daí, até a audiência pública, louvável em sua realização, não tem a representatividade necessária pelo número de cadeiras existentes no plenário atual e o número de habitantes do município. Mais uma vez: números são indicadores, mas, necessitam de uma leitura muito mais ampla.
Finalizando, se o vereador realmente representa os anseios da população e para isto foi eleito, a melhor justificativa para a manutenção dos atuais 12 vereadores, seria acatar a vontade popular.
Além disso, são apenas discussões políticas e partidárias, nada mais.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Super hiper mega
Vivemos a era do super hiper mega.
Buscamos ser insuperáveis e nossa meta diária é a superioridade.
Lemos, ouvimos e assistimos somente o que nos é superinteressante.
Somos super legais e necessitamos ser super conhecidos.
O momento é ser big, brother.
Vamos ao hipermercado, participamos de megaliquidação,
compramos o supérfluo e vendemos nosso superávit.
Idolatramos os superstars e o Guiness é nosso livro de cabeceira.
“We are the champions, my friend”.
Nossos esportes são super radicais.
Voamos em um ultraleve e pulamos no big jump.
Fazemos dieta super saudável , ultra balanceada
e comemos um Big Mac.
Somos supersticiosos, megalomaníacos e moramos em megalópoles.
Somos superdotados e nossos filhos, hiperativos.
Estamos hiper agressivos, hiperglicêmicos e hipertensos.
Os nossos super-heróis morreram de overdose.
O nosso ego é super.
Somos, no mínimo, o máximo.
Buscamos ser insuperáveis e nossa meta diária é a superioridade.
Lemos, ouvimos e assistimos somente o que nos é superinteressante.
Somos super legais e necessitamos ser super conhecidos.
O momento é ser big, brother.
Vamos ao hipermercado, participamos de megaliquidação,
compramos o supérfluo e vendemos nosso superávit.
Idolatramos os superstars e o Guiness é nosso livro de cabeceira.
“We are the champions, my friend”.
Nossos esportes são super radicais.
Voamos em um ultraleve e pulamos no big jump.
Fazemos dieta super saudável , ultra balanceada
e comemos um Big Mac.
Somos supersticiosos, megalomaníacos e moramos em megalópoles.
Somos superdotados e nossos filhos, hiperativos.
Estamos hiper agressivos, hiperglicêmicos e hipertensos.
Os nossos super-heróis morreram de overdose.
O nosso ego é super.
Somos, no mínimo, o máximo.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Humanização: teoria e prática
“Humanização”. Esta atitude tem sido muito comentada nos dias atuais, associada principalmente à saúde. Fato é que, em muitos hospitais, consultórios, clínicas e unidades de pronto atendimento, temos, de um lado, o profissional de saúde (médico, enfermeiro, nutricionista, terapeutas etc.) e de outro, o paciente (o enfermo, o doente, o debilitado etc.), além dos administradores e auxiliares. Nesta relação que envolve muitos personagens convivendo em ambiente de tensão e urgência, a rapidez geralmente toma o lugar da percepção, a hierarquia fortalece o poder e a comunicação interpessoal ganha à linguagem do imediatismo. O resultado: automatismo nas ações com o ser humano se tornando sem nome, sem identidade e história de vida. O prontuário ocupa o lugar da conversa. O exame substitui o toque. Entre os sintomas que literalmente demonstram a “desumanização” na saúde está o relógio do médico. Este, na maioria das vezes, muitas horas atrasado em relação ao horário do paciente. No Brasil, tal prática se tornou tão habitual que ficou institucionalizada: surgiu a sala de “horas de” espera.
Contudo, humanizar não deve ser exigência cobrada apenas do setor de saúde. Tal atitude deveria estar presente, por exemplo, na relação entre políticos e cidadãos. Quantos políticos cumprem os seus compromissos de governo? Quantos tratam bem os funcionários? Quantos não se encantam com o poder e desencantam os cidadãos?
Como humanizar a Justiça em nosso país, desde a “indústria” do exame da Ordem da OAB, passando pelo volume cada vez maior de processos e demandas de um judiciário sem estrutura, até chegar a um sistema penal retrógrado e ineficaz?
Humanizar deveria ser prática diária de mão dupla entre patrões e empregados, balconistas e clientes, atendentes e atendidos.
A humanização não é técnica que se aprende em manuais. Ela passa necessariamente por aquilo que nos torna realmente humanos: o sentimento. Assim, não basta um sorriso dado literalmente “da boca pra fora”. É preciso perceber o outro, sentir o outro, escutar o outro. É unir conhecimento técnico à experiência emocional. É ser efetivamente afetivo. É desligar o automático e ativar a cumplicidade positiva. É vivenciar os conflitos do que nos é antagônico na certeza do aprendizado mútuo.
Humanizar não é ser “bonzinho” seguindo regras mecânicas de comportamento buscando o interesse próprio, mas, espontaneamente, sentir-se igual com medos e aspirações, com fraquezas e potencialidades, com as dúvidas e incertezas de quem é simplesmente humano.
Por último, vale roteirizar as atitudes no que disse o psiquiatra suíço Carl Jung (1875-1961): “aprenda todas as teorias, conheça todas as técnicas, mas, quando se encontrar de frente com uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.
Contudo, humanizar não deve ser exigência cobrada apenas do setor de saúde. Tal atitude deveria estar presente, por exemplo, na relação entre políticos e cidadãos. Quantos políticos cumprem os seus compromissos de governo? Quantos tratam bem os funcionários? Quantos não se encantam com o poder e desencantam os cidadãos?
Como humanizar a Justiça em nosso país, desde a “indústria” do exame da Ordem da OAB, passando pelo volume cada vez maior de processos e demandas de um judiciário sem estrutura, até chegar a um sistema penal retrógrado e ineficaz?
Humanizar deveria ser prática diária de mão dupla entre patrões e empregados, balconistas e clientes, atendentes e atendidos.
A humanização não é técnica que se aprende em manuais. Ela passa necessariamente por aquilo que nos torna realmente humanos: o sentimento. Assim, não basta um sorriso dado literalmente “da boca pra fora”. É preciso perceber o outro, sentir o outro, escutar o outro. É unir conhecimento técnico à experiência emocional. É ser efetivamente afetivo. É desligar o automático e ativar a cumplicidade positiva. É vivenciar os conflitos do que nos é antagônico na certeza do aprendizado mútuo.
Humanizar não é ser “bonzinho” seguindo regras mecânicas de comportamento buscando o interesse próprio, mas, espontaneamente, sentir-se igual com medos e aspirações, com fraquezas e potencialidades, com as dúvidas e incertezas de quem é simplesmente humano.
Por último, vale roteirizar as atitudes no que disse o psiquiatra suíço Carl Jung (1875-1961): “aprenda todas as teorias, conheça todas as técnicas, mas, quando se encontrar de frente com uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
TV Poços 21 anos - (21/07/2011)
A TV POÇOS mostra todos os dias uma VISÃO PANORÂMICA da vida de Poços de Caldas e região. É uma TV MIX, já que tem programas para todas as idades, um CANAL ABERTO com muita notícia e ENTERtenimento para você, na VISITA AO SEU LAR . Uma CAMERA VERDADE de todos os fatos que acontecem e isto já há 21 anos. A TV POÇOS atinge hoje cerca de 30 cidades e através de profissionais capacitados e equipamentos de ultima tecnologia mostra que está com a SAÚDE EM DIA na SABATINA diária para acompanhar a vida da cidade e da região, quer na NOITE PONTO COM ou mesmo em um DOMINGO FELIZ.
PARE E PENSE: Poços é uma cidade múltipla para quem quer VIVER FELIZ. Tem FESTA NA ROÇA e AMIGOS DA PESCA que sempre são manchetes na MÍDIA RURAL. Por outro lado, Poços é também a capital do Sul de Minas na ROTA BR. Um município que tem um forte e ESPECIAL TURISMO, indústrias, um MERCADO DE IMÓVEIS atuante e que, com tanto desenvolvimento, se tornou um verdadeiro GUIA DE NEGÓCIOS para você COMPRAR BEM. A qualidade de vida é destaque: aqui é sempre TEMPO DE ESPORTE num BATE BOLA na CONEXÃO ESPORTE e Vida e no PIQUE DA PUC. As ruas de grande movimento se tornaram um verdadeiro SHOPPING DE VEICULOS, onde o MOTOR E CIA convivem com um comércio dinâmico através de lojas modernas e de restaurantes onde se pode apreciar gastronomia variada, da COZINHA CRIATIVA da comida mineira até O PRAZER DA CARNE. A TV Poços vive a cidade e as suas emoções, mostrando também a vida de poços caldenses que vivem em NEW YORK- UM SONHO BRASILEIRO. A HORA DA VERDADE sempre chega através do TELEFATOS e do JORNAL DO SUL DE MINAS. Por tudo, todos nós que trabalhamos aqui, QUEREMOS DEUS nos abençoando dia a dia para fazer da TV POÇOS uma emissora cada vez melhor, com a cara de Poços de Caldas e região.
PARE E PENSE: Poços é uma cidade múltipla para quem quer VIVER FELIZ. Tem FESTA NA ROÇA e AMIGOS DA PESCA que sempre são manchetes na MÍDIA RURAL. Por outro lado, Poços é também a capital do Sul de Minas na ROTA BR. Um município que tem um forte e ESPECIAL TURISMO, indústrias, um MERCADO DE IMÓVEIS atuante e que, com tanto desenvolvimento, se tornou um verdadeiro GUIA DE NEGÓCIOS para você COMPRAR BEM. A qualidade de vida é destaque: aqui é sempre TEMPO DE ESPORTE num BATE BOLA na CONEXÃO ESPORTE e Vida e no PIQUE DA PUC. As ruas de grande movimento se tornaram um verdadeiro SHOPPING DE VEICULOS, onde o MOTOR E CIA convivem com um comércio dinâmico através de lojas modernas e de restaurantes onde se pode apreciar gastronomia variada, da COZINHA CRIATIVA da comida mineira até O PRAZER DA CARNE. A TV Poços vive a cidade e as suas emoções, mostrando também a vida de poços caldenses que vivem em NEW YORK- UM SONHO BRASILEIRO. A HORA DA VERDADE sempre chega através do TELEFATOS e do JORNAL DO SUL DE MINAS. Por tudo, todos nós que trabalhamos aqui, QUEREMOS DEUS nos abençoando dia a dia para fazer da TV POÇOS uma emissora cada vez melhor, com a cara de Poços de Caldas e região.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Menor: o problema maior
Não é simplesmente um jogo de palavras. O maior, ou um dos maiores problemas nacionais, é o menor, principalmente, a criança ou adolescente que se encontra em condições de risco. A frase milenar do sábio Pitágoras “educai as crianças e não será necessário punir os homens” se torna a cada dia mais atual. A situação do menor passa por vários ambientes: econômicos, sociais, políticos, culturais, psicológicos, daí, a complexidade na busca por soluções. Na atualidade, como um dos agravantes mais determinantes, os problemas dos pais com a dependência química (leia-se drogas e álcool) têm afetado um número maior de crianças, além de resultar em um índice crescente da gravidez na adolescência. A abordagem de como tratar ou minimizar os impactos que uma criança pode sofrer demanda a participação do poder público e de toda a sociedade.
Refletindo sobre como resolver ou atenuar situação tão ampla e abrangente, nos veio à lembrança uma história que diz o seguinte. Dois pescadores estavam em um rio e de repente um deles viu uma criança se afogando. Mais que depressa, o pescador saltou no rio para salva-la. No mesmo instante, o outro pescador viu outra criança se afogando e fez o mesmo, pulou no rio para salva-la. Nem bem eles já estavam salvando as crianças, notaram que outras também estavam se afogando. E mais uma vez pularam no rio para salvá-las. E isto continuou a acontecer, até que um deles disse ao outro:- Tente salvar as crianças que puder que eu vou lá em cima ver quem está jogando as crianças no rio.
Assim, metaforicamente, como saber quem está jogando as crianças no rio, ou seja, como tentar interromper ou atenuar o grave problema do menor no Brasil? Entre outras analises, uma das soluções parece ser através do planejamento familiar. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 120 milhões de mulheres no mundo desejam evitar a gravidez, porém, nem elas, nem seus parceiros estão fazendo uso dos métodos contraceptivos. Entre outras causas, está à falta de informação que não chega principalmente nas classes de menor poder aquisitivo. Faltam orientação e acesso aos métodos para se evitar a gravidez, preservando, é claro, a saúde da mulher. O resultado é o nascimento cada vez maior de crianças em famílias que não possuem condições adequadas para cuidar da criança e do adolescente com tudo o que estes necessitam para se tornarem adultos preparados a enfrentar os desafios da sobrevivência.
Todo menor ou adolescente com fome, sem cultura e educação, sem estrutura física e psicológica é um problema nosso na consciência de que pertencemos a uma só família, como filhos de um único Pai.
Refletindo sobre como resolver ou atenuar situação tão ampla e abrangente, nos veio à lembrança uma história que diz o seguinte. Dois pescadores estavam em um rio e de repente um deles viu uma criança se afogando. Mais que depressa, o pescador saltou no rio para salva-la. No mesmo instante, o outro pescador viu outra criança se afogando e fez o mesmo, pulou no rio para salva-la. Nem bem eles já estavam salvando as crianças, notaram que outras também estavam se afogando. E mais uma vez pularam no rio para salvá-las. E isto continuou a acontecer, até que um deles disse ao outro:- Tente salvar as crianças que puder que eu vou lá em cima ver quem está jogando as crianças no rio.
Assim, metaforicamente, como saber quem está jogando as crianças no rio, ou seja, como tentar interromper ou atenuar o grave problema do menor no Brasil? Entre outras analises, uma das soluções parece ser através do planejamento familiar. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 120 milhões de mulheres no mundo desejam evitar a gravidez, porém, nem elas, nem seus parceiros estão fazendo uso dos métodos contraceptivos. Entre outras causas, está à falta de informação que não chega principalmente nas classes de menor poder aquisitivo. Faltam orientação e acesso aos métodos para se evitar a gravidez, preservando, é claro, a saúde da mulher. O resultado é o nascimento cada vez maior de crianças em famílias que não possuem condições adequadas para cuidar da criança e do adolescente com tudo o que estes necessitam para se tornarem adultos preparados a enfrentar os desafios da sobrevivência.
Todo menor ou adolescente com fome, sem cultura e educação, sem estrutura física e psicológica é um problema nosso na consciência de que pertencemos a uma só família, como filhos de um único Pai.
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