- Bá tardi, moço. Eu vim tirá meus dicumento.
- Infelizmente senhor, não vai ter jeito. Estamos sem servidor.
- A prefeitura tá sem servidor? Ué, mais vi falá que tem inté genti demais...
- Vou explicar melhor. Na verdade, estamos esperando o sistema voltar.
- Ahnn...vou esperá um cadinho então. Oce sabe que horas que ele vorta?
- Não temos como responder. O sistema caiu faz umas 2 horas.
- Ahnn...oce me descurpe a indiscrição, mas ele caiu da onde? Machucou muito? Ele tá no hospitar?
- O senhor não me entendeu. Foi a rede que caiu.
- Ué mais ele num divia ta trabaiano, ao invés de tá na rede? Foi na hora do armoço que ele caiu?
- Acho que o senhor não está compreendendo. Estamos fora do ar.
- Péra aí moço.Oces fica fora do ar e por causa disso eu fico sem meus dicumento.
Discurpe falar, mais o qui é qui eu tenho co isso?
- O senhor não está me entendendo...
- Discurpe moço, mais o senhor ta me enrolano. Primeiro, o senhor falou que num tinha servidor. Dispois falou que o tar do sistema é que não tinha chegado ainda. Dispois falou que ele caiu da rede. Dispois teve a cara de pau de falá que ces tão fora do ar. Óia, eu tô com meu sistema nervoso abalado e num dá prá fica guentano desaforo não. Vou reclamá na rádio e na hora das eleição,o prefeito vai vê só!
O diálogo acima é uma “licença poética” e não tem outra intenção se não a de revelar a nossa dependência cibernética. O “sistema” é um sujeito indeterminado ou oculto que rege nossa vida cotidiana. Se ele cai, caímos todos. É um ser abstrato, inodoro, insípido e incolor. Não ouve ninguém, não aceita diálogo nem contestação, não responde as nossas dúvidas, mas, todo poder emana dele. Quando alguém diz que “o sistema ta fora do ar”, não há nada a fazer, a não ser conformar-se com a nossa impotência perante o inexorável.
Mas, não tem nada não. A vingança de todos nós, consumidores,está sendo preparada. E sabe o que irá acontecer “senhor sistema”? Nós vamos assumir o controle e daí então
(Putz! O sistema caiu!)
sexta-feira, 6 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Era uma vez
Milhões de brasileiros se emocionaram com o casamento do príncipe Wiliam e a plebéia Kate. Sem a pretensão de levantar uma tese sociológica, a paixão do brasileiro por contos de fadas, reis e príncipes, castelos e palácios pode ser contada assim.
Era uma vez um navegante português que no ano de 1.500, a mando do rei, saiu pelo oceano em busca de encontrar um novo continente e outras riquezas para a corte. Na carta de um dos tripulantes, o Caminha, as naus portuguesas chegaram à denominada “Ilha de Vera Cruz”. Começava ali a história da Terra Brasilis e a nossa fantasia por palácios, reis e rainhas, príncipes e princesas. Basta lembrar que séculos depois foram criados vários palácios no Brasil para abrigar os nossos “príncipes governantes”, como o Palácio dos Leões no Maranhão, o Tiradentes em Minas Gerais, o Bandeirantes em São Paulo, e o Palácio da Alvorada, residência oficial da hoje, Rainha Dilma. Além disso, não é demais mencionar que no país do carnaval temos um Rei todos os anos: o Rei Momo.
Historicamente, na época do Brasil Império, tivemos o Imperador Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier Leocádio Miguel Rafael Gonzaga, conhecido também como Dom Pedro Segundo, o “defensor perpétuo do Brasil”. Nos dias atuais, o nosso Imperador é Adriano Leite Ribeiro, o atacante Adriano, jogador do Corinthians, que rompeu recentemente o tendão de Aquiles. Logo ele, o grego Aquiles, filho do rei Peleu e da rainha Tétis. Vivemos então, a monarquia até 1889 e, de lá pra cá, a maior anarquia, como uma república de estudantes.
Mas, a nossa paixão pela realeza continuou crescendo, através dos contos infantis que escutávamos e que ainda hoje repassamos aos nossos filhos. Como não pensar em se casar com um príncipe encantado? Tornar-se uma Cinderela, quem sabe uma Bela Adormecida, ou mesmo Branca de Neve? Não é irônico pensar ainda, que além destes contos infantis, uma de nossas primeiras moedas foi o conto de réis? E, que, atualmente, o Real é a nossa moeda?
Enfim, para a grande maioria dos brasileiros, o casamento entre uma plebéia e um príncipe, traz de volta ao coração, aquela centelha de esperança de que um dia uma nova história será escrita. Ela será simples e mágica como são todos os contos de fadas. Era uma vez em um grande reino, milhões de sapos, que num dia de céu azul e sol radiante, foram enfim, reconhecidos como príncipes. E a partir daquele dia, tiveram direito então, como todos no reino, a uma vida mais justa, mais digna e igualitária e assim, viveram felizes para sempre.
Era uma vez um navegante português que no ano de 1.500, a mando do rei, saiu pelo oceano em busca de encontrar um novo continente e outras riquezas para a corte. Na carta de um dos tripulantes, o Caminha, as naus portuguesas chegaram à denominada “Ilha de Vera Cruz”. Começava ali a história da Terra Brasilis e a nossa fantasia por palácios, reis e rainhas, príncipes e princesas. Basta lembrar que séculos depois foram criados vários palácios no Brasil para abrigar os nossos “príncipes governantes”, como o Palácio dos Leões no Maranhão, o Tiradentes em Minas Gerais, o Bandeirantes em São Paulo, e o Palácio da Alvorada, residência oficial da hoje, Rainha Dilma. Além disso, não é demais mencionar que no país do carnaval temos um Rei todos os anos: o Rei Momo.
Historicamente, na época do Brasil Império, tivemos o Imperador Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier Leocádio Miguel Rafael Gonzaga, conhecido também como Dom Pedro Segundo, o “defensor perpétuo do Brasil”. Nos dias atuais, o nosso Imperador é Adriano Leite Ribeiro, o atacante Adriano, jogador do Corinthians, que rompeu recentemente o tendão de Aquiles. Logo ele, o grego Aquiles, filho do rei Peleu e da rainha Tétis. Vivemos então, a monarquia até 1889 e, de lá pra cá, a maior anarquia, como uma república de estudantes.
Mas, a nossa paixão pela realeza continuou crescendo, através dos contos infantis que escutávamos e que ainda hoje repassamos aos nossos filhos. Como não pensar em se casar com um príncipe encantado? Tornar-se uma Cinderela, quem sabe uma Bela Adormecida, ou mesmo Branca de Neve? Não é irônico pensar ainda, que além destes contos infantis, uma de nossas primeiras moedas foi o conto de réis? E, que, atualmente, o Real é a nossa moeda?
Enfim, para a grande maioria dos brasileiros, o casamento entre uma plebéia e um príncipe, traz de volta ao coração, aquela centelha de esperança de que um dia uma nova história será escrita. Ela será simples e mágica como são todos os contos de fadas. Era uma vez em um grande reino, milhões de sapos, que num dia de céu azul e sol radiante, foram enfim, reconhecidos como príncipes. E a partir daquele dia, tiveram direito então, como todos no reino, a uma vida mais justa, mais digna e igualitária e assim, viveram felizes para sempre.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
POÇOS 2022
Prever o futuro é uma tarefa ingrata. Como será o amanhã? Bola de cristal, jogo de búzios, cartas, tarô e “futurólogos” de plantão consultam os astros para as previsões. Não temos, infelizmente, este contato com os deuses para responder à seguinte pergunta: Como estará Poços de Caldas em 2022 nos seus 150 anos de vida?
Então, ao invés de pensarmos em previsões, que tal refletir sobre provisões? Estaremos, hoje, provendo a cidade para o futuro?
Sem a pretensão de esgotar o assunto e baseado na premissa de que “não são as respostas que movem o mundo e sim, as perguntas”, vamos questionar apenas alguns tópicos sobre a cidade e nortear estas reflexões através de algumas citações, em negrito e itálico, contidas no Plano Diretor, que, em nossa visão, deveria ser a “bíblia” do administrador público. Como se sabe, o Plano Diretor é “o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana, visando ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes”. O de Poços de Caldas foi elaborado em 1992 e recebeu revisão em 2006.
Como estará Poços de Caldas em 2022 nos seus 150 anos de vida?
Meio ambiente- Terá sido resolvido o problema do “lixão” a céu aberto? E o lixo radioativo na mina da Nuclebrás? Como estaremos tratando o lixo tecnológico? Teremos água para todos? Os nossos mananciais estarão preservados? O esgoto gerado terá 100% de tratamento? Teremos a sustentabilidade necessária para a devida qualidade de vida de todo o nosso ecossistema? Segundo o que determina o Plano Diretor: “o município deverá ser preparar para responsabilizar-se pela gestão ambiental de seu território, aprimorando a legislação, investindo em capacitação de sua equipe técnica e assumindo o processo integral de licenciamento ambiental dos empreendimentos”.
Transportes – O transporte coletivo será prioridade? Haverá infraestrutura viária adequada para sustentar veículos e pedestres? Estará implantado, como sinaliza o Plano Diretor de 1992, o Plano de Macro Sistema Viário? O nosso aeroporto estará recebendo vôos regulares? Terá sido solucionada a questão do monotrilho? “Alem dos efeitos positivos sobre a mobilidade, os corredores de transporte coletivo podem se constituir em eixos estruturadores da cidade, item de especial importância para Poços de Caldas,quando associadas a políticas de hierarquização viária, uso e ocupação do solo, contribuindo para o ordenamento do espaço urbano e a qualidade de vida dos moradores”.
Turismo- A cidade estará ocupando o seu devido lugar no mercado turístico? Teremos qualidade de serviços assegurada em todo o nosso trade turístico: Secretaria de Turismo, rede hoteleira, bares e restaurantes, centro de convenções, feiras, eventos, pontos turísticos, turismo receptivo...? Teremos o trem turístico em operação? Pontos sugeridos pelo diagnóstico: “Qualificação e diversificação da rede hoteleira; a diversificação do perfil dos turistas; manutenção e recuperação das edificações históricas; a valorização do termalismo; o aprimoramento dos serviços e produtos oferecidos aos turistas; a melhoria da infra-estrutura das atrações turísticas e a melhoria dos sistemas de informações e divulgação turística da cidade”.
Habitação- Haverá moradias suficientes para atender aos mais de 170 mil habitantes em 2022? Teremos creches, ônibus, áreas de lazer, postos de saúde, água e esgoto, energia elétrica para todas as residências? “Definição de uma política urbana capaz de agir sobre o mercado imobiliário e de subsidiar moradia para os segmentos de mais baixa renda”.
Claro, são muitos outros questionamentos, como os que se referem ao Distrito Industrial e a geração de empregos, a saúde, a segurança, que seria impossível abordar neste limitado artigo. Nem seremos ingênuos para não refletir sobre a dependência política e econômica de qualquer cidade ao Estado e à Federação, que interferem diretamente no desenvolvimento de uma comunidade. Porém, como determina o Plano Diretor é “imprescindível adotar medidas norteadoras que possibilitem conciliar desenvolvimento com propostas preservacionistas”. Assim, tudo o que (im) plantarmos hoje, colheremos amanhã. Em outras palavras, “o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória”. O que estamos plantando hoje?
Por tudo e como mineiro que somos, cabe perguntar hoje sobre a Poços de Caldas de amanhã: Oncotô? Proncovô?Doncovim?
Então, ao invés de pensarmos em previsões, que tal refletir sobre provisões? Estaremos, hoje, provendo a cidade para o futuro?
Sem a pretensão de esgotar o assunto e baseado na premissa de que “não são as respostas que movem o mundo e sim, as perguntas”, vamos questionar apenas alguns tópicos sobre a cidade e nortear estas reflexões através de algumas citações, em negrito e itálico, contidas no Plano Diretor, que, em nossa visão, deveria ser a “bíblia” do administrador público. Como se sabe, o Plano Diretor é “o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana, visando ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes”. O de Poços de Caldas foi elaborado em 1992 e recebeu revisão em 2006.
Como estará Poços de Caldas em 2022 nos seus 150 anos de vida?
Meio ambiente- Terá sido resolvido o problema do “lixão” a céu aberto? E o lixo radioativo na mina da Nuclebrás? Como estaremos tratando o lixo tecnológico? Teremos água para todos? Os nossos mananciais estarão preservados? O esgoto gerado terá 100% de tratamento? Teremos a sustentabilidade necessária para a devida qualidade de vida de todo o nosso ecossistema? Segundo o que determina o Plano Diretor: “o município deverá ser preparar para responsabilizar-se pela gestão ambiental de seu território, aprimorando a legislação, investindo em capacitação de sua equipe técnica e assumindo o processo integral de licenciamento ambiental dos empreendimentos”.
Transportes – O transporte coletivo será prioridade? Haverá infraestrutura viária adequada para sustentar veículos e pedestres? Estará implantado, como sinaliza o Plano Diretor de 1992, o Plano de Macro Sistema Viário? O nosso aeroporto estará recebendo vôos regulares? Terá sido solucionada a questão do monotrilho? “Alem dos efeitos positivos sobre a mobilidade, os corredores de transporte coletivo podem se constituir em eixos estruturadores da cidade, item de especial importância para Poços de Caldas,quando associadas a políticas de hierarquização viária, uso e ocupação do solo, contribuindo para o ordenamento do espaço urbano e a qualidade de vida dos moradores”.
Turismo- A cidade estará ocupando o seu devido lugar no mercado turístico? Teremos qualidade de serviços assegurada em todo o nosso trade turístico: Secretaria de Turismo, rede hoteleira, bares e restaurantes, centro de convenções, feiras, eventos, pontos turísticos, turismo receptivo...? Teremos o trem turístico em operação? Pontos sugeridos pelo diagnóstico: “Qualificação e diversificação da rede hoteleira; a diversificação do perfil dos turistas; manutenção e recuperação das edificações históricas; a valorização do termalismo; o aprimoramento dos serviços e produtos oferecidos aos turistas; a melhoria da infra-estrutura das atrações turísticas e a melhoria dos sistemas de informações e divulgação turística da cidade”.
Habitação- Haverá moradias suficientes para atender aos mais de 170 mil habitantes em 2022? Teremos creches, ônibus, áreas de lazer, postos de saúde, água e esgoto, energia elétrica para todas as residências? “Definição de uma política urbana capaz de agir sobre o mercado imobiliário e de subsidiar moradia para os segmentos de mais baixa renda”.
Claro, são muitos outros questionamentos, como os que se referem ao Distrito Industrial e a geração de empregos, a saúde, a segurança, que seria impossível abordar neste limitado artigo. Nem seremos ingênuos para não refletir sobre a dependência política e econômica de qualquer cidade ao Estado e à Federação, que interferem diretamente no desenvolvimento de uma comunidade. Porém, como determina o Plano Diretor é “imprescindível adotar medidas norteadoras que possibilitem conciliar desenvolvimento com propostas preservacionistas”. Assim, tudo o que (im) plantarmos hoje, colheremos amanhã. Em outras palavras, “o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória”. O que estamos plantando hoje?
Por tudo e como mineiro que somos, cabe perguntar hoje sobre a Poços de Caldas de amanhã: Oncotô? Proncovô?Doncovim?
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Sembustível
Convenhamos, antigamente era muito mais fácil abastecer o carro. Primeiramente, não tínhamos muitas opções: era gasolina ou óleo diesel. Hoje, você tem a possibilidade do carro flex, ou seja: carro a gasolina, a álcool e agora também o “carro a pato”. Ou seja, adivinha quem paga o pato? Outra coisa é que antes a bomba servia apenas para colocar combustível no seu veículo. Hoje, ela é utilizada no Brasil para “explodir” o seu orçamento. Estranho é que a Petrobrás continua afirmando que o “petróleo é nosso”. Imagina então, se fosse “deis”? Em relação a este imbróglio, penso em enviar uma carta ao presidente da Petrobrás, o Gabriólio, quer dizer, Gabrielli, assim como fez, décadas atrás, o escritor Monteiro Lobato ao ex-presidente Getúlio Vargas, pois não consigo entender o que acontece com o preço dos combustíveis no Brasil. A cada momento, surgem notícias da descoberta de novos poços de petróleo, porém, chegamos realmente “ao fundo do poço” pelo preço cobrado. A coisa está tão feia que dias atrás ao chegar a um posto, o frentista me perguntou:- Enche o tanque? Respondi:- Enche apenas o pneu, por favor. Aliás, quem enche o tanque hoje em dia no Brasil, são apenas as donas de casas mais simples que enchem o tanque de roupa suja.
Outra coisa que não dá para entender é que somos pioneiros na produção do etanol. Etanóis!!! Apesar disto, o preço do álcool subiu tanto que tem gente abastecendo o carro com garapa. Temos ainda, além do “preção”, a questão do pré-sal. Segundo especialistas, o Brasil tem uma das maiores reservas de pré-sal do mundo. Será que é por isto que o preço dos combustíveis está mais “salgado”?
O jeito agora é gastar a sola do sapato ou andar de ônibus, já que o automóvel está se transformando em um “alto imóvel” e “sembustível”.
Mas, ao invés de criticar, vamos propor soluções e assim, venho dar a minha modesta contribuição, sinalizando novas utilizações para peças existentes nos automóveis:
Amortecedor – Peça de borracha em formato de dentadura que será utilizada pelo condutor do veículo, juntamente com a correia dentada, para amortecer a dor no momento de pagar o combustível.
Anéis – Será dada preferência aos de diamante e pedras preciosas que serão aceitos pelos postos como parte do pagamento. Aceitam-se também anéis de noivado e de formatura.
Bucha – Também chamada de supositório e que dispensa maiores explicações.
Caixa de Direção – Popularmente conhecida como “cofrinho” adaptada ao lado do volante, a ser utilizada como depósito de moedas e dos anéis.
Câmbio – Conhecido também como porta malas, utilizado para guardar objetos, animais ou outros pertences que possam ser utilizados como “moeda de troca” no pagamento. Faltou dinheiro? Pague com sacos de laranja, cachorrinhos de pelúcia ou guarda-chuvas.
Escape- Conhecido também como “Eject”. Peça propulsora do condutor do veículo. Não tem como pagar?Aperte o eject.
Injeção-Peça em formato de agulha que deve ser aplicada na veia do condutor toda vez que este ficar nervoso na hora do pagamento. Apresentação em três sabores : Maracujá, morfina e “sossega leão”.
Junta – Peça acoplada do lado da caixa de direção. Faltou dinheiro no caixa? Junta as contribuições dos parentes, agregados, caronas e similares.
-Vela- Peça colocada ao lado do santo de devoção do condutor.
Tentou de tudo, utilizou todas as peças e ainda assim, faltou dinheiro para pagar o frentista?
Acende a vela e reze.
Outra coisa que não dá para entender é que somos pioneiros na produção do etanol. Etanóis!!! Apesar disto, o preço do álcool subiu tanto que tem gente abastecendo o carro com garapa. Temos ainda, além do “preção”, a questão do pré-sal. Segundo especialistas, o Brasil tem uma das maiores reservas de pré-sal do mundo. Será que é por isto que o preço dos combustíveis está mais “salgado”?
O jeito agora é gastar a sola do sapato ou andar de ônibus, já que o automóvel está se transformando em um “alto imóvel” e “sembustível”.
Mas, ao invés de criticar, vamos propor soluções e assim, venho dar a minha modesta contribuição, sinalizando novas utilizações para peças existentes nos automóveis:
Amortecedor – Peça de borracha em formato de dentadura que será utilizada pelo condutor do veículo, juntamente com a correia dentada, para amortecer a dor no momento de pagar o combustível.
Anéis – Será dada preferência aos de diamante e pedras preciosas que serão aceitos pelos postos como parte do pagamento. Aceitam-se também anéis de noivado e de formatura.
Bucha – Também chamada de supositório e que dispensa maiores explicações.
Caixa de Direção – Popularmente conhecida como “cofrinho” adaptada ao lado do volante, a ser utilizada como depósito de moedas e dos anéis.
Câmbio – Conhecido também como porta malas, utilizado para guardar objetos, animais ou outros pertences que possam ser utilizados como “moeda de troca” no pagamento. Faltou dinheiro? Pague com sacos de laranja, cachorrinhos de pelúcia ou guarda-chuvas.
Escape- Conhecido também como “Eject”. Peça propulsora do condutor do veículo. Não tem como pagar?Aperte o eject.
Injeção-Peça em formato de agulha que deve ser aplicada na veia do condutor toda vez que este ficar nervoso na hora do pagamento. Apresentação em três sabores : Maracujá, morfina e “sossega leão”.
Junta – Peça acoplada do lado da caixa de direção. Faltou dinheiro no caixa? Junta as contribuições dos parentes, agregados, caronas e similares.
-Vela- Peça colocada ao lado do santo de devoção do condutor.
Tentou de tudo, utilizou todas as peças e ainda assim, faltou dinheiro para pagar o frentista?
Acende a vela e reze.
sábado, 9 de abril de 2011
Coração de estudante
Quero falar de uma coisa. Da existência, no meio de tantos jovens, de um coração que pulsa no medo, na insegurança e na mágoa.Fruto dos maus-tratos, da indiferença e do descaso, de um simples apelido, ou quem sabe até, da “gozação” aparentemente inconsequente. E esta “má água”, advinha onde ela anda? Com o passar do tempo, percorre e inunda as veias, infiltra-se nas células, deve estar dentro do peito modificando o semblante e o comportamento.
Este coração pode estar aqui do lado, bem mais perto que pensamos, mas a gente não o escuta. Ele bate silenciosamente, tristemente, descompassadamente.Enquanto outros se explodem de emoção para tudo o que a vida oferece, ele, como bomba-relógio, vai implodindo dia a dia.
Para muitos, bem ali na carteira ao lado, a vida parece ser eterna primavera. Para ele, a folha da juventude teimou em brotar em pleno outono e nasceu assim, amarelada,enfraquecida, e os ventos da discórdia vieram fortes e desviaram seu destino.
Seu sorriso de menino envelheceu cedo e ele tantas vezes se escondeu nas lágrimas de quem se sentia ausente na lista de presença na aula da felicidade.
Mas, renova-se a esperança.
A de que um dia alguém possa ouvir aquele coração com o estetoscópio da compreensão, pois há que se cuidar do broto, prá que a vida nos dê flor e fruto.
Para que em cada coração de estudante germinem os sonhos e floresça a alegria, há que se cuidar da vida de todas as sementes. Há que se cuidar do mundo real e virtual, para que todas as salas, as de aulas e as cibernéticas, sejam locais de paz e harmonia.
É necessário tomar conta da amizade para que se evitem cenas incompreensíveis de violência, inundadas de tanta mágoa. Se faz urgente cuidar para que artérias ainda tão jovens, não sejam obstruidas pelo medo e pelo ódio e possamos assistir apenas histórias de alegria e muito sonho.
Quem sabe assim, ao invés de corpos espalhados no caminho, verdes, plantas, sentimento, folha, coração, juventude e fé.
Este coração pode estar aqui do lado, bem mais perto que pensamos, mas a gente não o escuta. Ele bate silenciosamente, tristemente, descompassadamente.Enquanto outros se explodem de emoção para tudo o que a vida oferece, ele, como bomba-relógio, vai implodindo dia a dia.
Para muitos, bem ali na carteira ao lado, a vida parece ser eterna primavera. Para ele, a folha da juventude teimou em brotar em pleno outono e nasceu assim, amarelada,enfraquecida, e os ventos da discórdia vieram fortes e desviaram seu destino.
Seu sorriso de menino envelheceu cedo e ele tantas vezes se escondeu nas lágrimas de quem se sentia ausente na lista de presença na aula da felicidade.
Mas, renova-se a esperança.
A de que um dia alguém possa ouvir aquele coração com o estetoscópio da compreensão, pois há que se cuidar do broto, prá que a vida nos dê flor e fruto.
Para que em cada coração de estudante germinem os sonhos e floresça a alegria, há que se cuidar da vida de todas as sementes. Há que se cuidar do mundo real e virtual, para que todas as salas, as de aulas e as cibernéticas, sejam locais de paz e harmonia.
É necessário tomar conta da amizade para que se evitem cenas incompreensíveis de violência, inundadas de tanta mágoa. Se faz urgente cuidar para que artérias ainda tão jovens, não sejam obstruidas pelo medo e pelo ódio e possamos assistir apenas histórias de alegria e muito sonho.
Quem sabe assim, ao invés de corpos espalhados no caminho, verdes, plantas, sentimento, folha, coração, juventude e fé.
sábado, 2 de abril de 2011
Vai idade
Quantos anos você tem? Esta pergunta, com formulações diferentes, a gente vai respondendo ao longo da nossa existência. Aos 5 anos, por exemplo, a idade nem conta e como também a gente não sabe contar, só mostra a mãozinha e todo mundo acha lindo. Aos 10, falamos de boca cheia, como quem tivesse tirado uma nota boa. Aos 15, dá uma vontade danada de responder 18 e aos 18, respondemos como se fossemos os donos do mundo. Aos 21, falamos como quem começa a descobrir que, na verdade, o mundo é que é o dono da gente. Aos 25, a gente se cobra, a família nos cobra, o patrão nos cobra e, respondemos a inquisição, com a sensação de sempre estar devendo. Dos 30 até aos 40 anos, como quase ninguém mais se lembra do nosso aniversário, a gente começa a lembrar de quando tinha 05, 10, 15, 18, 21 e 25. Dos 40 para frente, a gente até tenta esquecer, mas todo mundo insiste em lembrar.
A idade não é apenas uma questão cronológica e numérica. Ela nos referencia, nos identifica, nos rotula. Claro, encontramos muitas pessoas (geralmente acima dos 40) que afirmam: “A idade não importa, o mais importante é ser jovem de espírito.” Pode até ser, mas, geralmente, quando uma pessoa fala desta forma, temos uma certeza: a idade começou a pesar no corpo, e aí, o remédio é pensar no espírito. Mas, concordamos: idade não importa... ela exporta, isto sim, deste mundo para o outro. E repare na ironia: a gente só se liga que a idade vai chegando, quando sentimos que começamos a partir.
Passamos ao longo do tempo, do pediatra ao geriatra, do Estatuto da Criança e do Adolescente, para o do Idoso, de muita gente nos cuidando na infância, para muito pouca gente nos cuidando na terceira idade, do sexo ativo para o "sexogenário".
O certo é que “todo mundo quer viver muito tempo, mas ninguém quer ficar velho”. E se uma pessoa não quer que os movimentos fiquem mais lentos, que os problemas de saúde apareçam, só existe uma saída: sair mais cedo. (Vira essa boca prá lá!)
De verdade, o melhor mesmo é viver, como se a idade realmente não tivesse nenhuma importância. Esquecer a idade que temos e aproveitar a vida. “´É a vida, é bonita e é bonita”...
E aqui cabe um testemunho pessoal que valida esta atitude. Ontem, um amigo me perguntou a idade, e como não dou muita importância ao assunto, por um momento, me deu “um branco” e eu fiquei sem saber o que responder.
Será que já estou tendo lapsos de memória? Será que “o alemão” já me pegou? Preciso marcar uma consulta...
A idade não é apenas uma questão cronológica e numérica. Ela nos referencia, nos identifica, nos rotula. Claro, encontramos muitas pessoas (geralmente acima dos 40) que afirmam: “A idade não importa, o mais importante é ser jovem de espírito.” Pode até ser, mas, geralmente, quando uma pessoa fala desta forma, temos uma certeza: a idade começou a pesar no corpo, e aí, o remédio é pensar no espírito. Mas, concordamos: idade não importa... ela exporta, isto sim, deste mundo para o outro. E repare na ironia: a gente só se liga que a idade vai chegando, quando sentimos que começamos a partir.
Passamos ao longo do tempo, do pediatra ao geriatra, do Estatuto da Criança e do Adolescente, para o do Idoso, de muita gente nos cuidando na infância, para muito pouca gente nos cuidando na terceira idade, do sexo ativo para o "sexogenário".
O certo é que “todo mundo quer viver muito tempo, mas ninguém quer ficar velho”. E se uma pessoa não quer que os movimentos fiquem mais lentos, que os problemas de saúde apareçam, só existe uma saída: sair mais cedo. (Vira essa boca prá lá!)
De verdade, o melhor mesmo é viver, como se a idade realmente não tivesse nenhuma importância. Esquecer a idade que temos e aproveitar a vida. “´É a vida, é bonita e é bonita”...
E aqui cabe um testemunho pessoal que valida esta atitude. Ontem, um amigo me perguntou a idade, e como não dou muita importância ao assunto, por um momento, me deu “um branco” e eu fiquei sem saber o que responder.
Será que já estou tendo lapsos de memória? Será que “o alemão” já me pegou? Preciso marcar uma consulta...
domingo, 27 de março de 2011
Em nome dos filhos
Existem assuntos muito sérios que todo mundo acha graça. Um deles: nomes estranhos. Tudo bem. Quem é que não sorri quando fica sabendo que um menino tem o nome de Hericlapiton- homenagem dos pais ao guitarrista britânico Eric Clapton. Ou que uma mulher ganhou o nome de Jafa Lei, pois, ao que consta, a pessoa do cartório perguntou qual o nome da filha e a mãe respondeu: “Já falei!“.
A lista é imensa: Welison Isnaipi (Wesley Snypes), Suasneguer (Schwarzenegger), Tospericagerja (em homenagem à seleção do tri: Tostão, Pelé, Rivelino, Carlos Alberto, Gerson e Jairzinho), Ava Gina (em homenagem a Ava Gardner e Gina Lolobrigida), Madenusa (Made in USA)...
Uma piada diz que indio , por exemplo, dá nome aos filhos pela primeira coisa que a mãe vê quando acaba de dar à luz. Assim, Lua Brilhante, Águia Dourada e. Burro Cagando.
Embora seja cômico, o assunto é extremamente sério, pois os pais geralmente não pensam no preço que os filhos irão pagar ao longo da existência por terem nomes, no mínimo, diferentes.
Muitos alegam que isso acontece geralmente com as pessoas mais simples que buscam homenagear seus ídolos, através dos filhos. Pode ser. Mas, artistas de renome também fazem isto. A cantora Baby do Brasil (Baby Consuelo) consultou os “astros” para os nomes dos filhos e Rá!: Sarah Sheeva, Zabelê, Nana Shara, Kriptus Rá Baby, Krishna Babye e Pedro Baby.
Vale lembrar também os nomes engraçados e reais para duplas sertanejas : Atleta e Treinador, Domyngo e Feriado, Conde e Drácula, Bátima e Robson...“Ustrudia”convidei um amigo para formarmos uma dupla sertaneja. A novidade seria que fariamos apenas um som instrumental. Em razão disso, sugeri o nome : Estrume e Ental. Não deu certo porque ele queria ser o Ental.
E se pessoas mais simples homenageiam os ídolos com nomes complicados para seus filhos, o que acontece atualmente com as pessoas, digamos, de classe socialmente privilegiada? Aí o problema é outro. Busca-se a simplicidade, porém, com algum diferencial, ou seja, o ideal é ser igual, mas, diferente. Assim, por exemplo, Ana, ganha um “ene” a mais: Anna, ou mesmo, Anne. Um nome fácil como Maria, pode ganhar um “y”: Marya. É um acento a mais, uma letra a mais, um “Uósxinton”, uma “Creusa”. Como dizia o filósofo: ”Tudo na vida seria simples, se não fossem as dificuldades”.
Há que se refletir ainda que, atualmente, o nome tem uma referência direta com o mundo digital. O e-mail passou a ser o endereço das pessoas. Daí, a dificuldade passa a ser real no mundo virtual. Um “l” a mais, um “t” a mais, isto sem comentar os nomes “gozados”, passam a ser um problema no universo cibernético.
E quem é que sofre as conseqüências das inconseqüências dos pais? Os filhos. São eles que serão ridicularizados em sala de aula, em entrevistas de emprego, em qualquer situação que tiverem que pronunciar seus nomes. Sentirão vergonha e terão que explicar várias vezes a grafia ou mesmo, a pronúncia correta. Geralmente, para disfarçar, optarão pelo apelido ou por reduzirem o nome, como Bucetildes (chamada, pelos familiares, de Dona Tide).
Então, senhores pais, pensem muito ao legarem aos filhos nomes que julgam ser interessantes. Lembrem-se: todo mundo poderá achar graça, menos o seu próprio filho.
A lista é imensa: Welison Isnaipi (Wesley Snypes), Suasneguer (Schwarzenegger), Tospericagerja (em homenagem à seleção do tri: Tostão, Pelé, Rivelino, Carlos Alberto, Gerson e Jairzinho), Ava Gina (em homenagem a Ava Gardner e Gina Lolobrigida), Madenusa (Made in USA)...
Uma piada diz que indio , por exemplo, dá nome aos filhos pela primeira coisa que a mãe vê quando acaba de dar à luz. Assim, Lua Brilhante, Águia Dourada e. Burro Cagando.
Embora seja cômico, o assunto é extremamente sério, pois os pais geralmente não pensam no preço que os filhos irão pagar ao longo da existência por terem nomes, no mínimo, diferentes.
Muitos alegam que isso acontece geralmente com as pessoas mais simples que buscam homenagear seus ídolos, através dos filhos. Pode ser. Mas, artistas de renome também fazem isto. A cantora Baby do Brasil (Baby Consuelo) consultou os “astros” para os nomes dos filhos e Rá!: Sarah Sheeva, Zabelê, Nana Shara, Kriptus Rá Baby, Krishna Babye e Pedro Baby.
Vale lembrar também os nomes engraçados e reais para duplas sertanejas : Atleta e Treinador, Domyngo e Feriado, Conde e Drácula, Bátima e Robson...“Ustrudia”convidei um amigo para formarmos uma dupla sertaneja. A novidade seria que fariamos apenas um som instrumental. Em razão disso, sugeri o nome : Estrume e Ental. Não deu certo porque ele queria ser o Ental.
E se pessoas mais simples homenageiam os ídolos com nomes complicados para seus filhos, o que acontece atualmente com as pessoas, digamos, de classe socialmente privilegiada? Aí o problema é outro. Busca-se a simplicidade, porém, com algum diferencial, ou seja, o ideal é ser igual, mas, diferente. Assim, por exemplo, Ana, ganha um “ene” a mais: Anna, ou mesmo, Anne. Um nome fácil como Maria, pode ganhar um “y”: Marya. É um acento a mais, uma letra a mais, um “Uósxinton”, uma “Creusa”. Como dizia o filósofo: ”Tudo na vida seria simples, se não fossem as dificuldades”.
Há que se refletir ainda que, atualmente, o nome tem uma referência direta com o mundo digital. O e-mail passou a ser o endereço das pessoas. Daí, a dificuldade passa a ser real no mundo virtual. Um “l” a mais, um “t” a mais, isto sem comentar os nomes “gozados”, passam a ser um problema no universo cibernético.
E quem é que sofre as conseqüências das inconseqüências dos pais? Os filhos. São eles que serão ridicularizados em sala de aula, em entrevistas de emprego, em qualquer situação que tiverem que pronunciar seus nomes. Sentirão vergonha e terão que explicar várias vezes a grafia ou mesmo, a pronúncia correta. Geralmente, para disfarçar, optarão pelo apelido ou por reduzirem o nome, como Bucetildes (chamada, pelos familiares, de Dona Tide).
Então, senhores pais, pensem muito ao legarem aos filhos nomes que julgam ser interessantes. Lembrem-se: todo mundo poderá achar graça, menos o seu próprio filho.
Assinar:
Postagens (Atom)